Haters: Entenda como lidar e identificar!

 

Há algum tempo estamos falando sobre o que chamamos de “Haters” e, como eles estão presentes na internet. Aliais, você sabe o que significa este nome? Haters é uma palavra de origem inglesa e que significa "os que odeiam" ou "odiadores" na tradução literal para a língua portuguesa. O termo hater é bastante utilizado na internet para classificar algumas pessoas que praticam "bullying virtual" ou "cyber bullying"

 

Recentemente, eu participei de uma entrevista no canal Samonozes, que você pode ver aqui:

Saiba um pouco mais sobre Hater: Parte 1

Saiba um pouco mais sobre Hater: Parte 2

 

Também concedi uma entrevista para jornal de O Tempo, que você pode conferir: Aplicativo de paquera junta quem gosta de odiar na internet

 

E publiquei algum tempo aqui no blog um artigo: Os Haters e o arquétipo do Jocker

 

Sabe, é bem difícil você achar algo na internet que fale sobre os Haters que não seja mais conteúdo de ódio sobre o assunto. Mas eu gostaria de abordar o assunto de forma diferente. Pois estamos falando de algo que está presente em nossas vidas e estamos confusos sobre o assunto. E essa é a formula mágica para criar cada vez mais este padrão de comportamento.    

 

O meu estudo é baseado na experiência vivida na clínica, com pacientes que são Haters (declarados ou não) e também com pessoas que sofreram com ataques destes. E acredite, os ataques de Haters nem sempre são pela internet, podemos ver isso em muitos momentos da nossa vida.

 

Bem, como vocês sabem, meu trabalho exige muito sigilo, por isso sobre as informações pessoais e dados mais reservados sobre os pacientes eu infelizmente não poderei declarar, mas irei tentar abordar os aspectos deles de uma forma mais generalista.      

 

Haters são as nossas sombras!

Vejo muito a era da Internet sendo culpabilizada pelo nascimento dos chamados Haters e precisamos colocar algo bem claro. O hater é aquele que odeia algo e expressa isso, bem podemos dizer que todos nós em algum momento de nossas vidas sentimos ódio, ou seja, estamos falando de uma pessoa que contém um sentimento natural do ser humano.     

 

O que acontece é que na nossa sociedade sentimentos como ódio, raiva, rancor, magoa e tristeza são coibidos de existir e até mesmo de serem comuns no individuo, sendo assim, temos um grupo de sentimentos que são reprimidos por anos e anos em nossa sociedade. E claro, tudo que fica latente uma hora começa a se tornar algo vivido inconscientemente e muitas vezes no coletivo. Sendo assim, podemos dizer que além da figura do Hater, estamos lidando com o nosso lado sombra, definição feita por Carl G. Jung, em sua teoria.             

                          

Para Jung, sombra é a parte negativa da personalidade, isto é, a soma das propriedades ocultas e desfavoráveis, das funções mal desenvolvidas e dos conteúdos do inconsciente pessoal.

 

O conteúdo que julgamos repugnante, é inadmissível para a nossa sociedade, mas ele  não deixa de existir porque ignoramos, muito pelo contrário ele procura uma forma de coexistir com o que temos exposto.

 

Podemos então entender que os sentimentos que estamos lidando hoje em dia nada mais é do que o lado sombra do ser humano, o lado que por centenas de anos tentamos esconder.

 

 

Haters sempre existiram!

 

Assim como as notícias em tempo real, como imagens, vídeos, conteúdos e tudo mais que temos na internet, temos o nosso lado sombra bem exposto. Gosto de dizer que a internet é nada mais do que a janela do ser humano e suas relações, claro, que não podemos deixar de dizer que para que possamos ser completos, o lado sombra está presente. Sim, ele incomoda e muitas vezes aparece com crueldade e muita agressividade, mas não é isso que tentamos esconder o tempo todo?

 

 

A Internet é feita por bilhões de pessoas, sendo assim, ela nada mais é do que o raio x do comportamento humano e precisa ter mais analises sobre como estamos lidando com isto. Colocar a culpa na internet é isentar que somos seres com sentimentos e conteúdo que julgamos incorretos. E por isso temos esse sentimento de incomodo tão forte quando vamos falar da internet e o que ela trouxe para a nossa sociedade. Admitir que ainda temos sentimentos primitivos bem como nossos comportamentos foge das regras sociais.

 

 

O hater sempre esteve presente nos grupos sociais, sendo aquele que comentava algo negativo sobre alguém, alguém que sente ódio por algo, alguém que convence uma população a odiar a outra. Isso é inerente ao ser humano, a diferença é que hoje estamos lendo e assistindo em nossas casas o ódio sendo exposto e com isso, estamos querendo esconder novamente todos estes sentimentos que não possuem espaço para serem vividos em nossa sociedade.

 

 

 

Características do Hater

 

Ele pode ser eu, pode ser você, pode ser seu vizinho e até mesmo alguém da sua família. A primeira coisa que precisamos entender é que o Hater é alguém que sente ódio por algo e se motiva a expressar aquilo. Por isso, não podemos marginalizar esta nomenclatura. Pois estamos falando de uma pessoa que odeia algo e expressa isso. Muitas vezes de forma anônima, pois ele sente como não pertencente a um grupo social. 

 

 

Muitas vezes quando o Hater aparece em um comentário, em um fórum, ele já está se sentindo excluído por algo, já se sente rejeitado de alguma forma da nossa sociedade. O Hater nada mais é do que um sintoma da nossa sociedade. Alguém que sente tanta raiva e ódio que chegou ao limite dele e, precisa expor isso de alguma forma. Devolvendo para a sociedade aquilo que ele sentiu que recebeu dela quando entrou no processo de inserção.

 

 

 

 

Sendo assim, ele é uma pessoa que tem um grande sentimento de rejeição e possui a autoestima instável. Procurando ter o seu local na sociedade. Como ele não participa pelo lado do enquadramento por padrões estabelecidos, ele vai para o lado das sombras usando o anonimato para conseguir se expressar. Pois há o medo latente da rejeição da sociedade.

 

Porém, esse Hater é solitário, ele muito provavelmente tem essa válvula de escape escondida e mantém em segredo. Mas, raramente passa para o estágio de ação agressiva física e de exposição. Pois ele está fragilizado por não pertencer a um grupo social. Ele usa o processo de expurgação do ódio, como um processo vicioso, pois traz prazer, sendo este produzido pelo sentimento de alivio da sua dor, ódio e raiva. É comum ter uma certa compulsão por expelir sentimentos de ódio e raiva, pois eles trazem a sensação de prazer e a ilusão de poder.

 

Esse quadro se encaixa em indivíduos que não possuem um transtorno de personalidade social, sociopatas e psicopatas, que na maioria das vezes podem agir sim de forma agressiva e solitária. 

 

Grupos de ódio e o perigo

 

Nada deixa alguém tão seguro de si e forte do que o sentimento de aceitação de um grupo social. Temos os haters que são unificados em grupos e subgrupos de ódio. Dos quais precisamos falar mais abertamente, pois estes trazem outros riscos.

 

Ao encontrar um grupo do qual ele será aceito e tem suas ideias valorizadas, o hater individual, começa a ter sua autoestima reequilibrada e então entra no processo de motivação. E esta motivação, pode ser sim de eliminar aquele objeto de ódio. Tudo começa quando temos um grupo, este grupo terá sempre como vinculo um objetivo, visto que estamos falando de um grupo de ódio, estamos falando de um objetivo muito provavelmente agressivo e de extermínio.

 

Vemos os grupos de ódio que podemos que estão presentes no nosso dia a dia nas noticias, em todos os locais do mundo. De forma organizada com o objetivo de tomar para si o poder de ser comandante de uma determinada sociedade. Seja como for, quando temos um grupo a organização e a fascinação por ter algo maior, o poder, é um grande motivador a tomar decisões perigosas e muitas vezes terríveis.

 

 

 

Precisamos falar sobre Haters, sobre os aplicativos, sobre o que temos. Pois nós, sociedade, criamos eles quando não deixamos eles entrar e se sentirem aceitos. Lembrem-se sempre: Eles são sintomas que criamos e ainda estamos procurando os culpados.

                 

 

 

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