Psiquiatras agora contam com exame genético para prescrever remédios

01/04/2018

A ferramenta vai aumentar a probabilidade de acerto na hora de escolher o melhor medicamento contra uma condição mental, mas não é indicado a todos.

 

 

Na Psiquiatria, nem o diagnóstico de uma condição mental e muito menos a escolha do medicamento são tarefas fáceis. Médico e paciente se baseiam em listas de sintomas,frequência dos sinais e, principalmente, a experiência do especialista em indicar o remédio que, possivelmente, ajudará no tratamento de doenças como a depressão e o transtorno bipolar, por exemplo. Exames, até então, eram opções limitadas ou usadas apenas para excluir outras possíveis condições, como cânceres.

 

Nos últimos anos, porém, um novo exame genético, do ramo da farmacogenômica, avalia a influência da variação genética na resposta do organismo aos medicamentos. A partir da coleta da saliva, o diagnóstico consegue identificar marcadores genéticos que respondem a uma dúvida importante: como o fígado do paciente metaboliza uma determinada substância.

 

“Se for em uma velocidade rápida, o paciente pode precisar de um medicamento com uma dosagem maior. Se for mais lento, menor, pois a dosagem comum pode ser excessiva e causar efeitos colaterais”, explica Marcelo Daudt Von der Heyde, médico vice-presidente da Associação Paranaense de Psiquiatra (APPSIQ) e professor da PUCPR.

 

A novidade não é usada para fazer o diagnóstico de uma condição mental, mas pode colaborar com o tratamento — o que é um grande avanço na área. “O teste farmacogenético não faz um diagnóstico, não diz se o paciente está ou não deprimido. Ele verifica se o paciente é mais ou menos sensível àquele determinado medicamento com serotonina ou noradrenalina, por exemplo”, sugere Felipe Dufloth, médico psiquiatra do hospital Marcelino Champagnat e do Centhre – Centro de Tratamento do Humor Resistente.

O exame genético, de acordo com Von der Heyde, é um avanço, mas não representa uma mudança de paradigma na Psiquiatria. “Falando em um contexto maior, a farmacogenômica colabora com a medicina individualizada, que inclui a história clínica com diagnóstico correto, com o exame genético e outros biomarcadores. Por enquanto é um avanço, mas ainda não é o avanço necessário para uma mudança completa”, diz.

 

Atenção: exame genético não é indicado a todos os pacientes
 

Nem todos as pessoas serão beneficiadas com os exames genéticos, e mesmo a indicação deles ainda não é consenso entre os especialistas. Há quem ache que os pacientes que nunca receberam nenhum tipo de medicação possam se beneficiar mais, e outros que prefiram oferecer os exames aos pacientes que já tomaram outros medicamentos e ainda não encontraram o mais indicado.

 

“Com um paciente que não usou muita medicação, esse exame é interessante, mas ainda muito caro para uma fase inicial. Se ele fosse mais em conta, acho que o paciente pagaria e poderia sair daquela etapa de tentativa e erro. Para o paciente que tomou vários antidepressivos, o exame não tem tanta utilidade, porque tanto médico quanto paciente sabem o que funcionou e o que não funcionou”, explica Felipe Dufloth, médico psiquiatra.

 

Para as pessoas que fazem uso de outros medicamentos, chamados de polimedicados, os exames podem ser aliados importantes. Isso porque, segundo Dufloth, outros remédios podem interferir na medicação contra doenças mentais, como depressão.

 

Fonte: Gazeta do povo

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