Projeto acompanha pacientes com transtorno mental que vão morar sozinhos

01/04/2018

 

Desde a infância, Evair Henrique de Aguiar Pereira, de 30 anos, morou em diferentes lugares. Diagnosticado com transtorno mental desde criança, passou por hospitais psiquiátricos, morou na rua e chegou a frequentar uma casa de recuperação, após ter se envolvido, já adulto, com drogas. Há três meses, conseguiu sua autonomia, através de projeto pioneiro na Baixada Fluminense: “João de Barro’’, do Programa de Saúde Mental da Secretaria de Saúde de São João de Meriti.

 

— Depois que saí do centro de recuperação, dormia na rua ou até mesmo em hospitais. Ajudava os maqueiros, conseguia algum dinheiro e almoçava nos hospitais — lembra Evair, que tirou novos documentos e paga o aluguel da sua casa com o benefício que recebe do INSS.

 

O “João de Barro” é um projeto de moradias assistidas que dá assistência e suporte aos pacientes aptos a morar sozinhos. Pelo menos quatro vezes por mês, um técnico do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do município vai até a casa fazer o acompanhamento do paciente.

 

Evai com as chaves da casa que alugou há quase três meses, após anos de internação.

 

Os profissionais vão com o paciente na imobiliária e auxiliam no processo de locação. No Caps, além do atendimento de saúde, eles têm orientações sobre gastos:

 

— Cada paciente tem um caderno de finanças com notas fiscais que é atualizado. A prioridade é pagar o aluguel, assim que recebem o benefício — explica a psicóloga Adriana Cavalcanti, autora do projeto.

 

Daniel Coka, de 19 anos, saiu da residência terapêutica e, atualmente, mora sozinho. Ele faz as refeições no Caps e costuma comprar quentinhas nos fins de semana. No entanto, ele já pensa em cozinhar em sua própria casa.

 

— Faço a oficina de culinária do Caps e já sei fazer pizza— comemora o jovem.

 

Daniel Coka lava louças na casa onde mora sozinho de aluguel 

 

O projeto “João de Barro” acompanha pacientes com transtornos mentais que moravam na rua, com parentes, ou egressos de residências terapêuticas ou/e hospitais psiquiátricos.

 

— Parentes idosos destes pacientes perguntam: ‘O que vai acontecer com ele quando eu morrer?’ Aqui, a gente acolhe o paciente, discute com a equipe e decide o que vai ser melhor — explica a psiquiatra Cristina Dias, coordenadora do Caps do Jardim Meriti.

 

A unidade fica na Avenida Presidente Lincoln, quadra 69, Lotes 52, 53 e 54. Telefone: 2651-5804.

 

Fonte: Jornal extra

 

Please reload

O que são crenças limitantes?

05.07.2018

Como criamos a Frustração

05.07.2018

Como a ansiedade muda a nossa percepção do mundo?

05.07.2018

Chorar bastante pode fazer bem

05.07.2018

1/4
Please reload

Título 2