Mais mulheres do que homens abandonam a carreira para cuidar dos filhos

29/05/2017

Combinar a jornada de trabalho, longos deslocamentos diários, a organização do casa e a criação dos filhos é complicado. Talvez por conta dessa dificuldade, a taxa de crianças nascidas no Brasil e no mundo tem diminuído.

 

Por não conseguir conciliar as tarefas, muita gente acaba abrindo mão do emprego para cuidar das crianças tem aumentado. Não é nenhuma surpresa, mas uma pesquisa recente, realizada pela agência online de anúncio de vagas Catho, constatou que, entre 13.161 profissionais brasileiros, 28% das mulheres e 5% dos homens abandonaram a vida profissional depois do nascimento dos filhos.

 

A catarinense Fernanda Rosa Binder Bianchessi, 32, faz parte dessa estatística. Formada em Engenharia Civil e atuando na área durante sete anos, Fernanda decidiu, junto ao seu companheiro, abandonar a carreira depois de dar à luz Helena, 1 ano e 11 meses. “Eu e meu esposo trabalhávamos com grandes obras e nos mudávamos de cidade a cada um ano e meio. Era um ritmo doido de trabalho; as obras duravam 12 horas diárias. Na época em que a Helena nasceu, estávamos em Minas Gerais e não conhecíamos ninguém suficientemente bem que pudesse ficar com ela”, explica Fernanda. 

 

Como o casal de engenheiros havia planejado financeiramente a gravidez até que Helena completasse 2 anos, Fernanda optou por ficar em casa com a pequena. “No fim da licença maternidade de 4 meses, abandonei meu trabalho. Até agora, não consegui retomar minha carreira como engenheira e, às vezes, até ficava enlouquecida em casa. Por isso, estou me dedicando a estudar fotografia e criei um perfil para divulgar as fotos da Helena”, conta a mãe, que hoje vive com a família na capital paulista.

 

A escolha, no entanto, não foi simples: “Não é uma decisão fácil. A gente faz faculdade, MBA, se especializa e depois fica com medo de nunca mais conseguir retornar à área, de não receber o mesmo salário. Mas, ao mesmo tempo, fico tranquila, porque estou participando do desenvolvimento da Helena”, pondera Fernanda.

Já Lorenzo, 5 meses, conta com a companhia diária do pai. William Segeren, 31, formado em engenharia mecânica, abandonou o emprego de representante comercial para cuidar do filho, enquanto sua esposa continua atuando profissionalmente. “Eu não estava muito feliz no meu emprego e era mais lógico que eu largasse do que minha esposa. Ela ganhava bem mais do que eu. Além disso, ela é apaixonada pelo trabalho que exerce”, explica William. 

 

Aproveitando o desejo de mudar de área, o casal que vive em Holambra (SP) tomou a decisão. Ainda assim, Lorenzo é amamentado exclusivamente pela mãe, que trabalha perto da casa da avó do menino. “Ele acompanha a mãe no trabalho para mamar”, ressalta William.

 

Como comprova a pesquisa, a decisão pelo pai integralmente no lar cuidando da criança acontece com menos frequência nas famílias – e William sabe bem disso. “Quando contei ao meu chefe que largaria o emprego, ele aceitou e entendeu a situação muito bem, mas existe um certo preconceito com isso. Por causa da questão social, geralmente, é a mulher quem larga o emprego. Mas também existe a possibilidade de um pai cuidar do filho”, analisa o engenheiro por formação.

A rotina de William e Lorenzo é agradável. Ainda assim, ele revela que a família teve de fazer algumas adaptações financeiras, o que foi complicado nos primeiros meses.

O representante comercial pretende voltar a trabalhar após Lorenzo completar 2 anos e abrir uma empresa no futuro, para ter mais flexibilidade de horário e poder cuidar do filho. “Também pretendo começar o mestrado durante esse meio tempo, mas não full time”, explica. 

 

Mas, quando Fernanda e William decidirem retomar a vida profissional, talvez os dois enfrentem realidades diferentes. Como analisado no mesmo estudo da Catho, 21% das mulheres que largaram a vida profissional levaram mais de três anos para voltar ao mercado de trabalho. Já, como os homens, a porcentagem se limitou a 2%. Esse resultado segue a mesma linha de outro estudo, também recente publicado, pela American Sociological Review, que comprova que mulheres que são mães são mais prejudicadas em processos de recrutamento.

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