O que você precisa saber antes de vir ao meu consultório

É muito comum que no primeiro contato comigo, as pessoas fiquem curiosas sobre diversos temas da sua possível consulta. Temos em mente uma visão de psicólogo bem clássica: Um senhor de óculos, sentado atrás de um divã, anotando coisas sobre nós. Ou ainda imaginamos: “Por que eu deveria falar sobre a minha vida para esta mulher que nem me conhece? ”.

 

Para muitos, esse momento pode ser aterrorizante e, até mesmo motivo de angustia e ansiedade. Não saber o que irá dizer, ou ainda não saber como será o processo, pode trazer muitas dúvidas e na maioria dos casos um alto índice de desistência do início da psicoterapia.

 

Por isso, resolvi escrever sobre o que você deveria saber sobre mim, antes de agendar e/ou seguir com a sua psicoterapia.

 

Talvez para você que está lendo este texto, pode ser uma novidade, para muitos não. Mas eu mesma já estive sentada no lado de paciente. Claro, que na faculdade todos nós somos orientados – para não dizer obrigados – a fazer a nossa terapia. Afinal de contas, como vamos oferecer um serviço que nós mesmos não provamos? Como saber se este método ou aquele funciona? Como ter a noção de como um paciente se sente se eu nunca fui um deles?

 

Minha jornada aos consultórios de psicologia começou bem antes da faculdade, que aliás sempre fui a minha segunda opção de profissão – seria veterinária, se não tivesse tanta dificuldade com sacrifício de animais.

 

Conheci alguns psicanalistas, psiquiatras e psicólogos antes de iniciar a minha faculdade e posso dizer que fiquei bem decepcionada com o que encontrei pelo meu caminho. Talvez essa visão seja somente minha e por conta do momento em que estava passando eu tivesse uma percepção bem mais negativa das coisas. Mas gosto de pensar que eu tive uma grande oportunidade de conhecer um outro lado e, quem sabe, quando fosse uma psicóloga eu poderia fazer diferente.

 

Foi então que quando eu estava no 4º ano de faculdade eu comecei o atendimento na clínica-escola e assistida e limitada pelas teorias, pensava comigo mesma: “Isso é muito frio, para tanto sofrimento”. Comecei a realizar uma lista interna do que havia aprendido a não fazer como a minha experiência de paciente e com os conhecimentos que tive na faculdade.

 

Na primeira sessão, eu sempre aviso: “Oi, sou a Beatriz e não sou convencional”, com um largo sorriso e minha mão estendida. Acho que de primeira talvez não seja uma boa apresentação e precise reavaliar sobre isto, mas ela quer dizer para o paciente que ali talvez ele tenha uma experiência diferente.

 

Eu falei de uma lista, certo? Pois bem, acho que deveria coloca-la aqui, para quem sabe se você estiver lendo e buscando algo diferente, você tenha mais informações sobre como foi a minha experiência como paciente. Pegue um café e sente-se confortavelmente, você pode se surpreender:

 

COMO SERÁ?

 

Não cobro a primeira sessão
Alguns dirão que muitos psicólogos não cobram, mas bem, não fui o que ocorreu comigo em 2 experiências que tive, além de pagar um valor que na época era bem acima do que podia, eu senti que havia um compromisso com aquela pessoa, pois eu a paguei. Também, me senti estranha, pois havia pagado por uma sessão que eu não tinha gostado. Então pensei comigo: “Ninguém pagará na primeira sessão, afinal, não quero que se sentam pressionados e muito menos que paguem por algo que não gostaram.

 

 

Vá para casa pense a respeito
Normalmente na primeira sessão mesmo, você é questionado sobre a próxima semana, eu tinha pavor de responder isso para os psicólogos que eu ia. Parecia que eu estava em uma loja, havia feito o vendedor tirar todo o estoque e ia sair sem comprar nada! Então criei uma forma bem alternativa de deixar a pessoa decidir sem pressão, sem angustia e claro, sem ter alguém ali no meu consultório contra a própria vontade. Normalmente, eu explico sobre meu trabalho e após isso, envio para o e-mail da pessoa um arquivo que fala sobre a psicoterapia e o nosso acordo. Ela pode pensar, pode analisar, pode buscar outros profissionais sem aquela sensação ruim de compromisso. Se eu e o paciente estivermos na mesma linha de pensamento, ele agenda o horário da próxima semana e ninguém está forçado a nada!

 

Não fale, se não quiser

Uma outra coisa que sempre me incomodou muito, foi a orientação de seguir uma análise, ou ainda um script de atendimento. Como podemos ter uma formula pronta quando estamos falando de pessoa? Isso não se encaixa em nada! Pessoas são únicas e por isso devemos seguir o ritmo delas e deixar-se conduzir pelo processo que ela deseja. Muito estranhamente, não, eu não pergunto sobre a sua infância, não fixo nos seus pais. Apenas se você achar relevante. Respeito sempre o seu tempo e deixo você conduzir, conforme você acredita que pode caminhar, afinal, a vida é sua! Quem sou eu para ditar regras?

 

 

Quem chegou primeiro

Por mais que financeiramente pareça um bom negócio, eu sigo a linha de qualidade e não quantidade. Muitas vezes eu sou questionada e solicitada para atender parentes, cônjuges e amigos próximos do paciente. Para que eu faça a o atendimento esta relação deve ter um distanciamento significativo e pode crer que eu irei avaliar todos os riscos envolvidos preservando a segurança da relação do paciente inicial e a sua indicação. Tenho um processo que eu chamo de “transição”, onde eu deixo fora do consultório todas as minhas visões, experiências, valores e entendimento de Beatriz e entro como uma folha em branco que será escrita pelo paciente na minha frente. Eu vejo o que ele vê, eu sinto o que ele sente, eu acredito no que ele crê, eu penso como ele pensa. Ou seja, eu sou o espelho dele, quando outras pessoas das relações próximas deste paciente entram no processo de psicoterapia comigo duas coisas podem entrar em risco: Minha função de espelho e a confiança do paciente. Por isso, prefiro jamais arriscar um paciente, para ter mais um horário preenchido.

 

 

Aprenda a se virar sozinho

Tá aí uma coisa que sempre me deixou muito insatisfeita nas psicoterapias que eu fiz; eu nunca sabia que virar sozinha na vida real. Tudo ficava fácil e maravilhoso quando eu estava no consultório, mas era só colocar o pé para fora, que meu mundo desabava como um castelo de cartas. Na época, não tinha whatsapp e meus psicólogos raramente me respondiam. Me sentia sozinha por uma semana e, na consulta não sabia direito o que dizer. Então, desenvolvi o sistema de “faça você mesmo”, são atividades semanais para que a pessoa aprenda de maneira pratica como lidar com algumas questões e ela sempre poderá se lembrar de como agiu, pensou, resolveu aquela questão. Sem depender de uma sessão por semana. Dar autonomia para a pessoa se conhecer é a forma mais bonita que eu encontrei de dar para ela a chave de sua vida.

 

 

Meus pacientes recebem periodicamente uma pesquisa do meu atendimento, para que eles possam dar sua opinião de forma anônima sobre meu trabalho, no que eu posso melhorar, como eu posso mudar e me adaptar melhor para ser uma companheira de jornada.

 

Quer fazer parte E ai? Achou muito diferente? Complicado? Tem alguma sugestão para dar?deste trabalho? Entre em contato!

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 A psicóloga Beatriz Brandão atende na região de Moema em São Paulo, no seu consultório de psicoterapia.

 

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