Qual o papel da figura paterna em nossas vidas?

Historicamente a figura paterna sempre representou um apoio imprescindível; desde tempos remotos nossa sociedade se desenvolve de forma paternalista e a função do pai tem sido trabalhar e sustentar a família e, ainda, tomar decisões importantes e impor as regras familiares. Hoje muitas mulheres assumem essas responsabilidades e as desempenham com valentia, criando seus filhos sozinhas.

 

 

A ciência

 

Independentemente da visão atual da sociedade, a representação da figura paterna é essencial para o desenvolvimento moral, social, emocional e psicológico da criança. Esse estudo reforça o muito que se tem demonstrado sobre o papel da figura paterna no desenvolvimento. O que ficou constatado é que as partes do cérebro que são ativadas quando a criança se sente rejeitada são as mesmas que se ativam quando a criança se machuca, ou seja, as crianças sentem a dor da rejeição paterna como se fosse uma dor física. A diferença é ainda mais agravante: a dor psicológica pode ser revivida por anos, deixando marcas profundas.

 

Na vida adulta pode apresentar  consequências que podem ser extremamente prejudiciais para os indivíduos, pois a figura paterna tem função fundamental na formação do sistema psíquico, confira abaixo:

 

 

1. Insegurança

 

A figura paterna é responsável na representação da segurança física, emocional, financeira da família, sendo assim essa figura determina as decisões importantes e sempre será consultada antes de grandes mudanças, por essa figura trazer a sensação de segurança para a família, crianças/adolescentes que não obtiveram essa figura presente (podendo ser um pai presente, porém ausente) terão muita dificuldade em sentir a segurança em suas decisões, terão dificuldades em confiar nos outros e provavelmente estão sempre em posição de alerta e ataque, como se elas mesmas tivessem que se proteger. 

 

2. Aprovação

 

Como a figura paterna representa a autoridade dentro do contexto familiar, ela é responsável pela a aprovação e validação de tudo que as crianças/adolescentes produzem, trazendo a sensação de reconhecimento, de aceitação para o sistema psíquico do individuo.  Quando adulto essa falha pode se apresentar de forma inconsciente trazendo baixa auto estima, busca incansável pela aprovação dos outros, dificuldade em valorizar o que faz/produz, limitações em conseguir expandir os talentos e ter extrema necessidade de ser aceito.

 

3. Limites

 

Responsável também por colocar a lei, os limites dentro da família, a figura paterna tem a função de construir no aparelho psíquico os limites, as leis, os prazos e as regras. Quando esta figura não se faz presente o individuo pode ter a tendencia aos vícios de diversos tipos. Como também por compulsões das mais variadas formas, tem dificuldades com figuras de autoridades e de respeitar as regras. Sempre terão seus limites internos e externos ultrapassados de forma que pode trazer prejuízos severos. 

 

4. Rejeição

 

Como a figura paterna é colocada como o mais alto nível de autoridade, ela constrói no aparelho psíquico a funcionalidade da sensação de acolhimento, de sentir-se integrado a algo e ao um grupo. Quando se faz ausente, pode trazer prejuízos na sensação de ser amado, desejado e aceito. Trazendo uma profunda carência afetiva que pode ser projetada em outras pessoas. Além de trazer a sensação de medo do abandono, sendo ele real ou imaginário. Essa necessidade se distingue da aceitação, pois ela é relacionada aos sentimentos internos da pessoa, onde ela tem a sensação de buscar o amor incansavelmente, como se nada fosse suficiente para curar uma dor profunda.

 

 

Importante lembrar que quando falamos em figura paterna não nos restringimos ao pai biológico, na falta deste, a criança poderá encontrar outras referências, como tios, avós e mesmo irmãos mais velhos. A representação da figura paterna também serve, para os meninos, como modelo e para as meninas como representante do universo masculino.

 

 

A paternidade

 

Os especialistas consideram que através da ligação afetiva dos pais, os filhos se tornam adultos mais seguros e confiantes. As ligações paternas que eram consideradas efetivas apenas depois dos quatro anos de idade, está comprovado, atualmente, que se estabelecem desde os primeiros contatos do pai com o bebê.

 

 

Assim, a importância da figura paterna que, durante muito tempo, figurou em segundo lugar no desenvolvimento emocional da criança, assume um lugar de excelência, lado a lado com a figura materna.

 

Uma boa notícia para os pais que desejam se aproximar mais de seus filhos! porque já percebem as alegrias da paternidade e querem participar efetivamente da vida deles.

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