Entenda quando a preocupação pode se tornar patológica

11/11/2016

Atualmente, tem aumentado consideravelmente o índice de adoecimento mental na nossa sociedade, chamando a atenção especialmente o número de crianças e adolescentes sofrendo deste mal.

 

 

E muito desse problema se deve por uma preocupação excessiva que, em níveis mais graves, podem levar à ansiedade e a outras doenças.

 

Quando a preocupação se torna uma doença?

 

As preocupações podem ser consideradas patológicas quando:

• Parecem surgir do nada

• São incontroláveis

• Geram um processo constante de ansiedade

• São avessas à razão

• Prendem a pessoa em uma única e inflexível visão a respeito daquilo que o preocupa.

 

Quando esse ciclo se intensifica e persiste, ele atinge o limite de “seqüestros” neurais completos e gera as perturbações da ansiedade, como fobias, obsessões, compulsões ou ataques de pânico.

 

Em cada uma dessas perturbações, a preocupação se fixa de um modo distinto: para o fóbico, as ansiedades giram em torno de uma situação temida; para o obsessivo, fixa-se em prevenir alguma temida calamidade; nos ataques de pânico, a preocupação se concentra num “medo de morrer” ou na perspectiva de ter o “próprio” ataque em seus mais diversos sintomas (como palpitação, taquicardia, falta de ar, vertigens, etc).

 

Segundo o psicólogo Thomas Borkovec constatou em suas pesquisas, o principal problema de quem sofre de insônia não é os sintomas somáticos, visto que o que os mantinham acordados eram os “pensamentos intrusos”. Os analisados eram preocupados crônicos, que não podiam parar de preocupar-se, por mais sono que tivessem. A grande maioria desses pensamentos sequer tinham a menor possibilidade de acontecer.

 

Berkovec descobriu alguns passos simples que podem ajudar mesmo o preocupado crônico a controlar o hábito. O primeiro passo é a autoconsciência, pegando os episódios preocupantes o mais perto do início possível. As pessoas aprendem métodos de relaxamento que podem aplicar nos momentos em que reconhecem o início da preocupação. Os preocupados também precisam contestar ativamente os “pensamentos preocupantes”. De modo contrário, a preocupação continuará dominando o cenário mental. Assim, o passo seguinte é assumir uma posição crítica em relação às suas suposições.

 

Como tratar a preocupação excessiva

 

Para pessoas com casos tão severos que se tornaram fobia, distúrbio obsessivo-compulsivo ou de pânico, talvez seja necessário recorrer à medicação para interromper o ciclo. Mas mais do que isso, é essencial controlar os circuitos emocionais por meio de psicoterapia. Além de ajudar a lidar com esse problema, as sessões ajudam a reduzir a probabilidade de que os problemas de ansiedade retornem quando se parar a medicação.

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