É fácil criar falsas lembranças da infância em adultos

11/10/2016

 

A memória humana não funciona como um gravador de DVD de firma de segurança, registrando tudo o que acontece: ela é construída.

 

 

Toda vez que nos lembramos de algo, o cérebro recria a situação evocada, num processo aberto a erros honestos e influências espúrias.

 

Esse pânico moral atraiu a atenção de psicólogos e cientistas sociais. Estudos mostraram como é fácil criar falsas lembranças da infância em adultos: cerca de 25% dos envolvidos num experimento de “implante de memória” – que consistia em contrabandear uma narrativa falsa sobre o passado do voluntário, em meio a outras três verídicas – passaram a “se lembrar” do evento inexistente.

 

Também ficou claro que, questionadas, muitas crianças têm dificuldade em distinguir o que realmente aconteceu daquilo que o adulto que as interroga sugere, ou insinua, que teria ocorrido.

 

 

Nada disso é, obviamente, pretexto para que denúncias de abuso sexual infantil sejam ignoradas ou minimizadas. O medo do descrédito ou do ridículo faz com que inúmeros casos reais deixem de ser informados. A quantidade de abusos impunes supera, em muito, a de falsas acusações.

 

 

Mas, como nota um artigo publicado em 2005 no American Journal of Clinical Pathology, “o sobrediagnóstico de abuso infantil é tão catastrófico quanto o subdiagnóstico”. A denúncia deve ser sempre o ponto inicial da investigação – nunca o seu fim.

 

 

 

 

 

Nas décadas de 80 e 90, vários casos escabrosos de abuso sexual infantil, denunciados por adultos que tiveram “memórias recuperadas” em sessões de psicoterapia, ou por crianças assustadas, sacudiram os Estados Unidos.

 

A onda histérica de acusações ficou conhecida como a “Mania do Abuso em Ritual Satânico”, e levou à desagregação de famílias, a atos de vandalismo contra escolas e à prisão de acusados.

 

No fim, todas as alegações – e até a confissão de um suposto perpetrador – foram desacreditadas.

 

Fonte Revista Galileu

 

 

 

 

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