Relacionamentos amorosos frustrados?

22/09/2016

Não é muito difícil encontrar um namorado ou namorada que seja “bonzinho(a)” no começo, mas que com o tempo passa a ser um problema tão grande que a única solução é terminar, certo?

 

Mas, o grande problema é que os parceiros problemáticos parecem vir em bandos, e depois de um, você se depara com outro, e mais outro e assim por diante.

E ai eu te pergunto: o que todos esses relacionamentos frustrados tem em comum? A resposta é simples: VOCÊ!

 

Você já se perguntou se o problema na relação é você?

Muitas vezes eu ouço histórias sobre problemas de relacionamentos amorosos de diferentes pessoas que parecem ter traços tão em comum que parecem a mesma história. Mudam-se os rostos, as pessoas, os nomes, mas parece que sempre são os mesmos problemas.

 

A verdade é que quando os problemas se repetem muitas vezes em nossa história, talvez o problema esteja em nós mesmos. É preciso avaliar sua própria vida. Se você tem um histórico de relações frustradas, que parecem todas iguais, pergunte-se o que é totalmente igual nessas relações?

 

É difícil assumir que nós podemos ser os grandes responsáveis por um fim de um relacionamento ou de vários. Mas a verdade, é que você deve ter se questionado e talvez chegado a mesma conclusão, a resposta da pergunta anterior é você! Você é o que se repete em suas relações.

 

Uma vez escutei em uma palestra da Dra Susan Pick, uma renomada psicóloga mexicana, professora na Universidade Nacional do México, um questionamento muito interessante. Imagine-se segurando um papel na sua mão, em seguida você solta esse papel e eu te pergunto, responda imediatamente o que aconteceu?

 

Sua resposta foi: “eu deixei o papel cair” ou “o papel caiu”?  Grande parte das vezes o que eu ouço é que o papel caiu, ou seja, nós atribuímos a culpa ao outro, mas nos esquecemos que fomos nós mesmos que soltamos o papel.

 

Mas, o grande passo para superar nossos problemas é reconhecer que nós estamos no centro de nossas vidas e podemos fazer as mudanças apenas em nós mesmos. Você pode evitar que o papel caia se você o soltar? Não! Mas você pode não soltá-lo.  Como diria Susan Pick, “Eu quero, eu posso!”.

 

Como quebrar o ciclo de relações frustradas?

Se todas as relações começam boas e com o tempo vão amargando, mudando e tomam o mesmo fim, é preciso investigar o que há de errado. Existem mais de 7 bilhões de pessoas no mundo, é meio difícil acreditar que você tenha o talento de escolher 3, 4 ou 10 namorados (namoradas) que sejam completamente iguais.

 

Aliás, ainda que essa façanha fosse possível, o problema estaria no seu gosto, quem escolhe é você! Assumir que você tem responsabilidade por essas escolhas é um dos primeiros passos para superar esse tipo de situação.

Outra coisa fundamental é perceber seu próprio padrão de comportamentos.

 

Quais são as suas atitudes nos relacionamentos?

Você já percebeu que você tem comportamentos que se repetem, mesmo que você não tenha intenção. Pode ser aquele vicio de criar uma “vozinha” especial, chamar de “meu bem”, “amor, “Mozão”, “bebê”, querer ligações todas as noites ou fazer manha, dizer que não está bonita só para ver o que ele vai falar, ou fazer uma crise de ciúmes falsa só para “testar o relacionamento”.

Para o bem ou para o mal, temos padrões de comportamentos. Alguns deles podem gerar resultados agradáveis ou outros podem culminar em relações frustradas. Reconhecer esses padrões de comportamento te permite refletir sobre como eles podem estar na origem de certos problemas de relacionamento e mudar o “destino”.

 

Como esses ciclos começam?

O fato é que em algum momento da sua vida você foi aprendendo como se comportar nas mais diferentes situações e com os relacionamentos amorosos não poderia ser diferente.

Você aprendeu como deve ser uma paquera, uma conquista, uma relacionamento, um namoro, um casamento. Você aprendeu como deve ser ou você aprendeu como você acha que deve ser. Essa aprendizagem pode ter sido eficaz ou menos eficaz e pode funcionar com a pessoa A e não com a pessoa B.

 

Aliás, é importante dizer que não existe o certo ou o errado. Na realidade o melhor a ser dito é que você deve encontrar alguém que erre junto com você,  que acerte junto com você, isto é que pense parecido com você sobre relacionamentos.

 

Pode pensar diferente? Pode sim claro, não estamos falando de uma receita de bolo, e mesmo as receitas de bolo podem variar um pouco dependendo de quem faz.

Evite tentar mudar o outro!

 

O que não pode, ou que não deveria acontecer é começar um relacionamento na expectativa de mudar o outro. Novamente ai está a importância de reconhecer o seu papel nos relacionamentos.

Muitas das vezes o problema está no outro, nós temos a tendência a dizer que o outro é que foi o culpado pelo fim do relacionamento. Mas e o seu papel nesse relacionamento?

Para existir relação é preciso existir duas pessoas, ou seja uma troca entre as duas. Portanto, os dois devem ter papel na forma como conduzem a relação.

No entanto, o problema da “tentativa de mudar o outro” é que você gera uma expectativa sobre o outro que não é realista, talvez a pessoa não queira mudar, não seja seu objetivo. Todos somos livres para fazer escolhas, então viva e deixe viver.

Um relacionamento sadio deve ser um relacionamento que apesar dos defeitos mútuos as pessoas se entendam e se aceitem como são. Esperar que o outro vai mudar para tudo ser perfeito é criar uma expectativa alta demais que certamente vai te levar a frustração rápida.

O que fazer então?

A questão que eu coloco é para que você reflita sobre suas próprias atitudes, reflita sobre quais são as ações que você toma em seus relacionamentos, como elas podem estar na origem das suas frustrações? O que você pode fazer de diferente para que o mesmo fim não se repita?

Acalme-se porque a culpa não é sua! Não estamos falando de um culpado aqui, estamos falando sobre como você deve buscar reconhecer as origens de seus relacionamentos frustrados e ver quais atitudes você pode mudar para melhorar suas futuras relações.

Tomar consciência de nossos hábitos permite que possamos avaliar o que de fato estamos fazendo, quais resultados estamos tendo e se queremos ou não obter os mesmos resultados. Se for para mudar o mundo, comece mudando a si mesmo. 

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