Problemas: Quais são os seus?

14/09/2016

A primeira pergunta que me fazem quando descobrem que sou psicóloga é como eu aguento ouvir tantas pessoas com problemas.

 

Ouço sem estar tomado pelas emoções de quem quer ajudar “a qualquer custo”. Ouço abrindo caminhos, levantando hipóteses, procurando espaços, invertendo papéis e situações que a pessoa narra. Eu ajudo a pessoa a olhar seu “problema” de todos os ângulos possíveis. E isso não é desgastante, mas um quebra-cabeças instigante.

 

A segunda pergunta é por que temos tantos problemas.

Temos problemas porque temos desejos contraditórios associados a uma voracidade sem limites e um senso megalomaníaco de importância pessoal.

 

Traduzindo, queremos tudo, demais, insaciavelmente e com a condição que fiquemos por cima da situação.

 

O resultado disso não poderia ser outra coisa se não aparentemente um problema.

 

Não desejamos apenas nosso trabalho, mas também o do vizinho de escritório e sem que tivéssemos um chefe para mandar em nós.

 

Resultado, falar mal dos outros e criar intrigas no ambiente de trabalho. Atrair inimizades e saber que sua fofoca chegou no ouvido do chefe que te mandou embora logo que arranjou um substituto.

 

Seu marido é legal, mas não é tão atencioso quanto aquele moço que sempre cumprimenta você ao chegar no supermercado. Ele passa sempre alguns minutos ouvindo cada detalhe de seu relato, mesmo que pareça ocupado. Diferente do maridão (que está trabalhando quando você vai no supermercado) que já parece um pouco cansado já que sempre toma a lição com os filhos pequenos diariamente.

 

Resultado, o moço te cativa e vocês passam horas conversando no motel entre carícias ardentes e promessas fantásticas. A culpa toma conta e você já não consegue olhar para seus filhos com aquela firmeza moral de antes. O marido fica cada vez mais de lado e o relacionamento termina de naufragar.

 

Algum problema ali? Eu não vejo nenhum.

 

Há pecado nas descrições acima? Não, só confusão de interesses, medo de seguir numa direção e apego a uma das opções.

 

Em tese, nada ali precisaria mudar caso ninguém quisesse, desde que assumisse que é um caldeirão de instabilidade. E a isso chamamos problema.

 

Desejos temos aos montes, o problema mora no apego a eles. Ao perceber que temos que abrir mão de alguma coisa nossa reação é imediata: NÃO.

 

Além de reclamar do problema, teimamos que nossa posição é única e certa. Queremos sair por cima de tudo e comer a fruta sem tirar a casca.E como sair de um problema? Vou copiar a resposta que dou para a primeira pergunta que me fazem: “Ouço abrindo caminhos, levantando hipóteses, procurando espaços, invertendo papéis e situações que a pessoa narra. Eu ajudo a pessoa a olhar seu “problema” de todos os ângulos possíveis.” Quando faço isso noto que o problema em si não existe e paradoxalmente sempre existirá.

 

Para haver problema basta existir alternativa…

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