A diferença entre expressar e cobrar!

11/09/2016

Muitas vezes queremos ajudar os outros e acabamos por atropelá-los. Passamos por cima de seus processos lhes introduzindo ideias e agindo sem nos sintonizar com seu tempo e necessidades reais. Ou seja, confundimos a intenção de fazer tudo para que o outro seja feliz com a mania de controlá-lo.

 
Filhos de pais invasivos e controladores aprendem desde cedo a conter seus desejos e intenções, pois sabem que, se os revelarem, terão de abandonar seus planos e realizar a vontade dos pais.


A mente se fecha no momento em que se frustra. Para se manterem fiéis a suas preferências, acabam por se contrair cada vez mais e se distanciam das figuras autoritárias - por instinto de autopreservação, necessário ao processo de autoconhecimento e autoconfiança.

:Em família, criamos uma ideia de como as pessoas são ou devem ser: 'Eu te conheço, você é minha irmã. Tenho uma imagem mental de você.' Mas o que acontece quando o outro se comporta de modo diferente, contrariando o que penso? Surge uma situação nova, difícil de ser enfrentada. E de quem é a culpa? Dele! Afinal, não está agindo como eu acho que deveria. Em princípio, espera-se que a família seja compreensiva e exista entre as pessoas um amor verdadeiro. Mas,
se eu quiser que o outro se comporte de acordo com as minhas expectativas, é claro que surgem conflitos. É preciso lembrar que, assim como nós, quem está do outro lado tenta fazer o melhor. No entanto, se o conflito permanece, a atitude correta é criar uma certa distância. Quando digo distância, quero dizer espaço. Se duas ou mais pessoas ficam muito próximas umas das outras, mesmo sendo amigas, mais cedo ou mais tarde um conflito irá surgir.

Estranhamente, parte desse conflito ocorre porque,
quando quero algo do outro, foco de tal forma sobre ele que deixo de perceber a mim mesmo. Se preciso dele, passo a controlá-lo. Então, em vez de expressar o meu amor, cobro sua atenção. No lugar de dizer eu te amo, digo o que falta no outro para me sentir amada. E assim vai. Por exemplo, se o parceiro se distancia, por razões alheias à sua parceira, ela se sente abandonada. Só que não diz quero estar mais próxima de você, mas sim você está distante! Esse modo de alertar o outro da própria carência é uma defesa inconsciente da própria ansiedade. Ela não está sendo aberta e nada transparente, pois detrás de sua reclamação existe o desejo de controlá-lo, de deixá-lo como ela quer. Ele, sentindo-se pressionado, perde a espontaneidade e afasta-se cada vez mais. Ela, sentindo-se carente, torna-se refém da atenção dele! Há uma diferença entre expressar diretamente o que se quer e cobrar indiretamente aquilo de que se necessita.

No momento em que expressamos o nosso desejo, desobrigamos o outro de adivinhá-lo. Sem pressão, surge em ambos a disposição natural de se reaproximarem.

 

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