Como saber se seu transtorno é verdadeiro ou FALSO?

Por conta do tipo de trabalho que efetuo e de meu propósito em "pesquisar" (minhas pesquisas não são de cunho científico) sobre a realidade oculta na mente humana, que ocorre através de minhas experiências em meus atendimentos, atendo a muitas pessoas que chegam a mim se dizendo diagnosticadas com algum tipo de transtorno psíquico - síndrome do pânico, depressão profunda, transtorno de ansiedade, transtorno bipolar, dentre outros quadros - e, em sua maioria, são pessoas que estão em tratamento psiquiátrico.

 

 

Algumas delas, realmente apresentam um quadro patológico, porém, a grande maioria das que chegam no meu consultório apresentam um quadro de sintomas muito específicos, que realmente, à primeira vista, fazem crer que de verdade o diagnóstico "está correto".

 

Mas quando procedo ao atendimento, em muitos casos observo que apenas aparentam e sentem as sensações e sintomas que se encaixam perfeitamente nas classificações da psiquiatria e acreditam que estão de verdade nesse quadro.

 

Ao longo do processo, as pessoas obtém melhoras a ponto de deixarem de utilizar os psicotrópicos - são os seus respectivos psiquiatras que determinam a retirada do medicamento, pois eu não sou psiquiatra, sou psicologa conduzo os pacientes ao equilíbrio, que é onde a pessoa resgata seu poder pessoal, fazendo com que saia do quadro de seu pseudo-transtorno - e muitas vezes acabam descobrindo que, na verdade, estavam apenas acreditando, dando poder e se entregando a uma falsa doença.


No fundo, muito inconscientemente, sempre que estamos mais desequilibrados e perturbados, sentimos "medo de enlouquecer". Isto faz com que, muitas vezes, diante de determinadas situações que levam uma pessoa a um grande desequilíbrio, esta força interna e aprisionada, aflora e se faz sentir de forma intensa, fazendo com que a pessoa acredite que está "prestes a enlouquecer". Porém, na verdade, está apenas passando por um grave desequilíbrio, e não manifestando a "loucura em si".

Por isso, é preciso que tenhamos consciência dessa realidade, de que nem sempre estamos num quadro de "loucura/transtorno", quando estamos perturbados e descontrolados,
mas sim num processo de desequilíbrio muito acentuado, o qual só precisa ser conduzido de forma adequada, para que retome o equilíbrio.

As sensações de "parecer que vai enlouquecer", de perturbação mais grave, leva muitas pessoas a entrarem em tal desespero, que fazem de tudo para sair do quadro e buscam na psiquiatria e nas medicações o caminho da salvação, como se somente bastasse isso para conseguirem melhorar. Não estou dizendo que não devem buscar a psiquiatria, longe disso, não é disso que se trata , pois cada caso é um caso, e muitos
precisam mesmo deste caminho, por terem um quadro patológico, e outros, mesmo que não tenham um quadro patológico, algumas vezes precisam desse caminho somente por um período para que possam resgatar um mínimo de equilíbrio.

Porém, o que estou querendo dizer, é que precisam ter um mínimo de discernimento, para fazerem escolhas coerentes e conscientes, para tomarem o devido cuidado de não se enveredarem por caminhos que só trarão mais complicações. Para muitas, partir para o uso de psicotrópicos, é o caminho mais fácil, pois saem das sensações terríveis que estão experimentando e se eximem de qualquer tipo de esforço, no sentido de se responsabilizarem por sua vida, e pelo resgate de seu equilíbrio. Muitas escolhem, inconscientemente, esse caminho de acreditarem e se entregarem ao pseudo-transtorno com uso de medicamentos, como uma forma de fugir da realidade e da verdadeira experiência de vida.
O motivo disto: medo da vida.

Portanto, independentemente de terem buscado a psiquiatria e os tratamentos respectivos, as pessoas devem buscar formas de voltar o olhar para dentro de si, com apoio de profissionais que estejam capacitados para conduzi-las aos lugares mais profundos de seu inconsciente, que é onde os verdadeiros desequilíbrios, aspectos e motivos da pseudo-loucura se encontram. É somente numa busca interna, que é possível que descubram a verdade por trás do tormento que estão vivendo, e que conheçam as forças ocultas e destrutivas que estão levando à sensação de "loucura", ao desequilíbrio extremo.

Mesmo que as pessoas continuem seus tratamentos psiquiátricos, isto não é o suficiente para que encontrem o equilíbrio, pois é imprescindível que descubram os motivos, quais os gatilhos que as levam a esses quadros extremos. Somente conhecendo, acolhendo, cuidando e aceitando essa realidade oculta, tão destrutiva, que é trazida à luz da consciência, que é possível que as pessoas retomem seu equilíbrio, mesmo que ainda precisem de seus medicamentos. Não adianta acreditar em milagres da medicina e dos psicotrópicos, pois eles não são suficientes para conduzirem as pessoas ao estado verdadeiramente saudável, eles apenas oferecem o suporte necessário para que a pessoa possa chegar a um mínimo de condição necessária para que possa viver de forma um pouco equilibrada. Se não tentarem descobrir o que, dentro delas mesmas, faz com que cheguem a esses estados perturbadores, jamais sairão deles, jamais deixarão de tomar medicamentos pesados, e chegará um momento em que as doses serão aumentadas, os medicamentos serão mudados, porque a pessoa não consegue melhorar de verdade o que leva a crer que é preciso proceder dessa maneira. Mas isto só as leva a se manterem cada vez mais aprisionadas dentro de seus transtornos ou pseudo-transtornos.

A melhora que buscam, independentemente de fazerem ou não algum tipo de tratamento, só é possível quando conseguem descobrir os reais fatores que as levam à dor, para que possam começar a "educar e orientar" seus "monstros, medos e algozes" internos, para que eles possam ser levados a uma condição saudável e equilibrada.

A partir disto, algumas pessoas retomam o equilíbrio e ficam livres de seus pseudo-transtornos e respectivos medicamentos, outras, que possivelmente apresentem de verdade um quadro patológico, poderão passar o resto de suas vidas em tratamentos psiquiátricos, mas conseguirão, caso busquem conhecer e iluminar suas forças internas destrutivas, encontrar um certo equilibrio, dentro do possível, respeitando os limites da doença. Mas com certeza, melhorarão muito, pois poderão aprender a lidar com sua realidade.

 

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