O que fazer com a culpa?

A culpa é um sinal de que nossas crenças e valores devem ser repensados para que nossos atos sejam coerentes e 'ecológicos' com nosso nível evolucional. Creio que a culpa seja um estágio anterior ao próximo degrau evolutivo.

 

 

No livro a "Arte da Felicidade", Dalai Lama nos dá uma grande lição sobre a culpa. Ele, com muita humildade, fala de seus erros, e como superou aprendendo com eles. Diz que devemos reconhecer nossos erros com sentimento de remorso para nos manter na conduta correta da vida, nos estimular para corrigir nossos erros e agir corretamente no futuro. Mas não podemos permitir que a culpa se transforme em autopunição.

 

Temos que compreender que todos nós somos imperfeitos, e fazemos algo de errado durante nossa vida. Porém de nada adianta ficarmos nos lamentando ou nos culpando, pois isso gera crítica, censura e ódio a nós mesmos. É importante sim reconhecer nossos erros, com sentimento de arrependimento, mas para "'retificar as coisas no futuro'".

 

Podemos superar e encarar nossos erros, com arrependimento, mas sem excesso de culpa, aceitando nossas limitações e fraquezas.

Se permitirmos que o remorso se transforme em culpa excessiva, ficamos relembrando nossos erros passados, nos punindo, gerando sensação de peso, tristeza, depressão e desequilíbrio emocional. A culpa nos faz repetir os mesmos erros, traz raiva, frustração e nos impede de ser útil e dar o melhor de nós.

 

Nos momentos difíceis da vida é preciso extrair lições dos acontecimentos, e compreender que virtude e defeitos existem. Admitir nossos erros, com arrependimento sincero nos purifica, nos torna mais mansos, mais pacientes, mais compreensivos e tolerantes com as falhas e defeitos das outras pessoas.

 

Ao reconhecer o erro, não devemos ficar remoendo o que fizemos ou nos sentir envergonhados. Esse reconhecimento deve trazer aceitação e um sentimento de compaixão por nós mesmos. Esse é o verdadeiro antídoto para a culpa e a censura. Na compaixão, podemos sentir amor por nós mesmos, nos perdoar, nos acolher, nos abrir para a vida e para os outros, sem se isolar na dor.

 

É importante nos perdoar e sentir que nós estamos em conexão com nossos valores internos e estamos ligados com aquilo que nos faz bem. n

 

Precisamos gostar de nós mesmos da maneira que somos, descobrindo nossas qualidades e capacidades, sentindo admiração por nós mesmos. Esta capacidade de autoadmiração nos ajuda a encontrar força para seguir em busca de nossos ideais e realizações.

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